Uveíte e Espondilite Anquilosante

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Uveíte

No artigo de hoje estarei falando a respeito da Uveíte uma doença que acomete os olhos, mais especificamente a região conhecida como úvea. Sempre nos meus artigos falo a respeito da Espondilite Anquilosante doença do qual sou portador. Estou escrevendo este artigo com bastante dificuldade, já que a uveíte resolveu me pegar desprevenido e nos dois olhos, a uveíte atingi 1 a cada 7 portadores de Espondilite Anquilosante.

 

Espondilite Anquilosante

A Espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica, incurável por enquanto, que afeta as articulações do esqueleto axial, especialmente as da coluna, quadris, joelhos e ombros. Nos quadros mais graves, podem ocorrer lesões nos olhos (uveíte), coração (doença cardíaca espondilítica), pulmões (fibrose pulmonar), intestinos (colite ulcerativa) ou doença de crohn e pele (psoríase). As DII (Doenças Inflamatórias Intestinais) estão presentes em muitos dos meus amigos das redes sociais, principalmente a doença de crohn. Não se conhece a causa da doença, que acomete mais os homens do que as mulheres, a partir do final da adolescência até os 40 anos. Não tratada, pode tornar-se incapacitante.

O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, os resultados de exames laboratoriais de sangue, um deles é o HLB-27 e os achados radiográficos nas articulações da região sacroilíaca. O diagnóstico precoce é de extrema importância para evitar a progressão da doença e suas complicações.

Vou deixar para os meus queridos leitores o link do site Espondilite Anquilosante Brasil, aonde vocês encontraram tudo sobre a espondilite.

http://www.espondilitebrasil.com.br

Espondilite Anquilosante
Espondilite Anquilosante

Sintomas da Espondilite

A manifestação inicial da espondilite anquilosante é dor lombar que persiste por mais de três meses, abranda com o movimento e aumenta com o repouso. Essa dor pode irradiar-se para as pernas e estar associada a uma rigidez da coluna mais acentuada no começo do dia. Tais sintomas podem desaparecer espontaneamente (são intermitentes) e recidivar depois de algum tempo. Outros sintomas são o comprometimento progressivo da mobilidade da coluna que vai enrijecendo (anquilose), da expansão dos pulmões e aumento da curvatura da coluna na região dorsal. Com a evolução da doença, a tendência é a dor tornar-se mais intensa, especialmente à noite.

No início, a espondilite anquilosante costuma causar dor nas nádegas, possivelmente se espalhando pela parte de trás das coxas e pela parte inferior da coluna. Este foi o primeiro sintoma que senti da espondilite anquilosante. Um lado geralmente é mais doloroso do que o outro. Essa dor tem origem nas articulações sacroilíacas (entre o sacro e a pélvis). Alguns pacientes sentem-se globalmente doentes sentem-se cansados, perdem apetite e peso e podem ter anemia. Que é o meu caso!

A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral pode causar dor no peito que piora com a respiração profunda, sentida ao redor das costelas, podendo ocorrer diminuição da expansibilidade do tórax durante a respiração profunda. Os indivíduos que apresentam limitações significativa da expansibilidade do tórax não devem de forma alguma fumar, pois seus pulmões, que já não expandem normalmente, estariam ainda mais susceptíveis a infecções.

Este é um pequeno resumo sobre a espondilite em um outro artigo falaremos exclusivamente dela, não deixe de acessar o site Espondilite Anquilosante Brasil e a página no Facebook:

https://m.facebook.com/espondilitebrasil/

 

Olhos: uveíte ou irite

Inflamação da região colorida do olho (íris) ocorre em um a cada sete pacientes. Os pacientes apresentam olhos avermelhados e doloridos, o que deve ser reportado ao médico o mais rapidamente possível, pois pode ocorrer um dano permanente. Se não houver um médico à disposição, deve-se ir diretamente para um hospital que possua um pronto–socorro ou um departamento de oftalmologia.

Fonte: Manual do portador de Espondilite Anquilosante

Uveíte - Papai Desafinado
Uveíte – Segundo dia pela manhã

Manifestações oftalmológicas são comuns em diversas doenças reumáticas. Entre estas manifestações, as uveítes costumam ser importantes porque muitas vezes representam a manifestação inicial de diversas patologias sistêmicas. A uveíte anterior é referida com freqüência nas espondiloartropatias soronegativas e é considerada a manifestação extra-articular mais freqüente da espondilite anquilosante (EA). Costuma ser aguda, unilateral, recorrente (com crises acometendo geralmente o olho contralateral) e autolimitada (com duração de até dois a três meses), podendo afetar até 40% dos pacientes espondilíticos em um seguimento de longo prazo. Também é freqüente a associação com a presença do HLA-B27, que é considerado um fator prognóstico da associação da uveíte anterior com manifestações osteoarticulares. O único estudo avaliando os alelos do HLA-B27 em pacientes com uveíte anterior mostrou uma maior freqüência do HLA-B27. Outros antígenos de histocompatibilidade associados com a uveíte anterior são o HLA-DR8, DR1 e DR12.

No Brasil, Carvalho et al. estudando 100 pacientes com uveíte não-granulomatosa, observaram que 38 pacientes apresentavam uma doença do grupo das espondiloartropatias soronegativas como doença de base e que os indivíduos HLA-B27 positivos com uveíte apresentavam chance 3,8 vezes maior de cursar com uma espondiloartropatia soronegativa. Já Trevisani et al, avaliando 34 pacientes HLA-B27 positivos e 23 HLA-B27 negativos, observaram que anticorpos específicos contra antígenos da íris foram igualmente detectados em ambos os grupos. No presente trabalho, os autores analisaram a apresentação clínica e a evolução dos casos de uveíte em uma população de 207 pacientes com EA.

Fonte: http://googleweblight.com/?lite_url=http://www.scielo.br/scielo.php?script%3Dsci_arttext%26pid%3DS0482-50042003000600004&ei=rL1_iD9b&lc=pt-BR&s=1&m=540&host=www.google.com.br&ts=1506208986&sig=ANTY_L1f-QGh3Fyjqyyj9MPlUXHWc01w5w

A uveíte é uma doença inflamatória que pode comprometer totalmente a úvea ou uma de suas partes (íris, corpo ciliar e coróide). Em alguns casos, a inflamação atinge também o nervo óptico e a retina.

A uveíte ocular pode afetar apenas um ou os dois olhos. Quando afeta os dois olhos designamo-la por uveíte bilateral.

A uveíte é uma doença nos olhos que pode ser grave, levando, em situações extremas, à perda permanente da visão (cegueira). O diagnóstico e tratamento precoces são, por isso, importantes para evitar complicações graves.

Causas da uveíte

Podemos dividir a uveíte em causas infecciosas ou inflamatórias. Algumas doenças que afetam outros órgãos do corpo podem causar uveíte. Por exemplo, existe uma certa relação entre doenças reumatológicas e uveíte. Não se conhece a causa de grande parte das uveítes. Entretanto, quando é possível determiná-la, as mais importantes são:

-Infecção por vírus, bactérias e fungos;

-Doenças sistêmicas, como toxoplasmose, inclusive a toxoplasmose congênita, herpes simples, citomegalovírus, tuberculose, sífilis;

-Moléstias reumatológicas, por exemplo, artrite reumatoide, lúpus eritematoso;

-Corpos estranhos e traumas oculares;

-Leucemias e linfomas.

Uveíte de causas infecciosa

– Toxoplasmose ocular

– Herpes

– Sífilis

– Hanseníase

– Tuberculose

– AIDS (HIV)

– Toxocaríase

Uveíte de causa inflamatória

– Tumores intraoculares

– Sarcoidose

– Doença de Vogt-Koyanagi Harada

– Doença de Behçet

– Artrite Reumatoide

– Artrite reumatoide juvenil ou idiopática (acomete principalmente crianças)

– Espondilite anquilosante (dor de coluna, uveíte)

– e várias outras doenças menos comuns

Importante ressaltar que muitas vezes não conseguimos descobrir a causa da uveíte. Nesses casos, chamamos de uveíte idiopática (que é o mesmo de chamarmos de uveíte de causa indefinida).

Tipos de Uveíte

A uveíte pode ser classificada em anterior (acomete a porção anterior do olho, especialmente a íris), intermediária, posterior (acomete a porção posterior do olho, como retina e coróide) ou pode acometer todo o olho (uveítes difusas ou pan uveíte).

Uveíte
Uveíte

 

Sintomas da uveíte

Os principais sintomas da uveíte são: dor ocular, vermelhidão intensa, fotofobia e diminuição súbita da visão. Esse quadro ocorre de forma súbita, ou seja, ao longo de 1 a 3 dias no máximo. O quadro pode parecer uma conjuntivite, mas diferente da conjuntivite, na uveíte NÃO ocorre secreção abundante e a doença não passa de pessoa para pessoa.

Alguns casos de uveíte posterior apresentam só diminuição da visão sem ter olho vermelho ou dor ocular. Também ocorrem as chamadas “moscas volantes”, que são pequenos pontos pretos que ficam flutuando na frente da visão da pessoa e que se mexem conforme a pessoa mexe o olho.

A uveíte precisa de tratamento imediato, então caso o paciente apresente os sintomas acima deve procurar um médico imediatamente.

-Hiperemia (olho vermelho);

-Fotofobia (sensibilidade à luz);

-Dor;

-Visão turva, embaçada;

-Pequenos pontos escuros que se movimentam.

Diagnóstico

Olho vermelho e dor são sintomas comuns nos quadros de uveítes e de conjuntivites. Estabelecer o diagnóstico diferencial é de extrema importância, uma vez que as uveítes, quando não tratadas, podem comprometer a visão definitivamente.

O diagnóstico diferencial também é importante para determinar as enfermidades sistêmicas, reumatológicas ou neoplasias que podem ser a causa primária de graves alterações oculares.

Para diagnóstico correto da uveíte procure um oftalmologista. Como o quadro pode ser parecido com outras doenças (como conjuntivite) só o exame feito por um oftalmologista pode dizer se é ou não é uveíte. Na uveíte existem sinais típicos que a diferenciam de outras doenças. Converse com o seu médico base, que já faz o seu tratamento para te orientar em casos de dúvidas, no meu caso procurei minha reumatologista e marquei uma consulta com o oftalmologista para iniciar o tratamento adequado para o meu caso.

Prevalência

As uveítes podem aparecer em qualquer idade, desde o nascimento até a velhice, e igualmente em ambos os sexos, mas são mais freqüentes no adulto jovem que, em geral, apresenta exame positivo para a toxoplasmose.

Tratamento

A conduta terapêutica varia de acordo com a causa das uveítes e pode exigir a orientação do oftalmologista e de um especialista na doença de base, pois o tratamento ocular promove apenas o alívio dos sintomas, se a causa primária não for resolvida. Por essa razão, pode ser necessário associar a indicação de antibióticos, antivirais ou antifúngicos ao uso tópico de colírios específicos.

Nas formas autoimunes, é preciso prescrever corticoides ou imunomoduladores, quase sempre por tempo prolongado. Já nos casos de uveíte anterior, a primeira medida é dilatar a pupila e prescrever anti-inflamatório de uso local para preservar a anatomia do olho.

O tratamento da uveíte faz-se, na maioria dos casos, através de corticoides, cicloplégicos, imunossupressores e anti-inflamatórios não esteroides.

Moscas volantes

Este sintoma foi o que eu achei mais legal, os médicos definem como o ponto ou vários pontos pretos, quando o paciente olha em direção a luz, para cada lado que você olha é como se estivesse vendo moscas voando na sua frente.

Este sintoma facilita no diagnóstico da uveíte, eu particularmente o descrevo como se estivesse colocado uma máscara na frente do meu olho, quando olho para a luz em específico as lâmpadas aqui de casa, a parte inferior das vistas enxergo meio esverdeado e quando olho especificamente para frente, enxergo um tom azul escuro. Acho que estou virando um mutante. Hahahahaha!

As moscas volantes são pequenas manchas percebidas na nossa visão e que são decorrentes de alterações de uma estrutura do olho chamada vítreo (ou humor vítreo). Vítreo é uma espécie de “gelatina transparente” que preenche a parte interna do nosso olho e é formado basicamente de água. O vítreo fica aderido a retina e em algum momento da nossa vida ele se condensa ou se desprende da retina e nós passamos a enxergar esse pontos pretos ou cinzas chamados moscas volantes. As condensações vítreas ficam suspensas no vítreo e causam uma sombra na retina que é o tecido que “enxerga” no nosso olho, por isso a sensação de vermos “moscas” flutuando.

As moscas volantes são portanto um sinal de Descolamento do Vítreo.

Essas condensações vítreas ficam flutuando no vítreo e quando mexemos rapidamente o olho eles se mexem também, e fica mais fácil percebe-los. Também é mais fácil ver essas moscas volantes quando olhamos para uma superfície branca (uma parede ou uma folha de papel por exemplo) porque tem menos contrastes de cores e objetos.

Fonte: http://www.medicodeolhos.com.br/2010/11/moscas-volantes-e-descolamento-do.html?m=1

Uveíte - Papai Desafinado

A uveíte anterior aguda é a inflamação do segmento anterior do olho, de início súbito, caracterizada por aparecimento de certos sinais e sintomas como: diminuição da acuidade visual, dor ocular, olho vermelho, fotofobia, miose, depósitos ceráticos ou até hipópio.

Existência de doença auto-imune ou inflamatória. Este tipo de doenças, como por exemplo: doença de Behcet, espondilite anquilosante, sarcoidose, artrite psoriática, doença de Crohn, entre outras;

História de lesão ocular. Trauma ocular também é um dos fatores que pode causar uveíte. É inclusive possível desenvolver uveíte no olho que não foi traumatizado.

Na uveíte anterior, em cerca de metade dos casos, não se encontra qualquer patologia sistêmica associada. No entanto, muitas vezes, a uveíte anterior está relacionada com a espondilite anquilosante (HLA-B27+). A presença deste tipo de alelo HLA no sangue apresenta o risco de evolução para esta doença em aproximadamente 50% das vezes.

A forma mais frequente é a uveíte anterior aguda. Cerca de 50% das vezes, está associada ao HLA-B27. O HLA-B27 pode ser associado com inflamação ocular isoladamente ou em associação com doença sistémica.

Conclusão

Encerro este artigo com a experiência que estou vivendo com a uveíte. Iniciou em um sábado a tarde, coloquei meu filho para dormir e deitei junto com ele, quando levantei começou a sair secreção no meu olho direito, olhei no espelho e meu olho estava muito vermelho e uma dor terrível, durante a noite a secreção aumentou muito, durante toda a madrugada lavei o meu olho com soro fisiológico. Na manhã do dia seguinte a secreção parou e ficou três sintomas específicos que foram dor no olho, vermelhidão e moscas volantes. Até pensei que fosse conjuntivite, mas logo descartei e já imaginei que fosse a uveíte por causa da Espondilite Anquilosante e a doença de crohn, também porque tanto já peguei conjuntivite como a uveíte. Já passei pelas as duas situações.

Primeiro passo entrei em contato com minha reumatologista, pois desde o diagnóstico da Espondilite ela monitora cada detalhe da minha saúde, depois fui até a minha unidade de saúde, vou consultar com o clínico geral, para só depois ele me encaminhar para o oftalmologista.

O meu tratamento pode não ser o mesmo que o seu, então a dica é, procure seu médico de confiança e um oftalmologista.

Enquanto aguardo a consulta, como não é a primeira vez, vou usar o mesmo tratamento que já havia usado antes.

Como tratamento para a uveíte estou usando o corticoide sistêmico (Prednisona) e colírios Maxidex e Atropina. Maxidex também é um corticoide dexametasona anti-inflamatório e anestésico. A Atropina ajuda na inflamação e é aquele famoso colírio usado quando fazemos exames de vista para dilatar as pupilas. Durante meus estudos sobre o tratamento de uveítes descobri que uns do objetivo principal da Atropina é dilatar as pupilas durante a cicatrização.

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Att: Papai Desafinado

4 comentários em “Uveíte e Espondilite Anquilosante

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